Governo do Distrito Federal
18/10/21 às 15h58 - Atualizado em 18/10/21 às 15h58

Índios Bororo

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Com fomento da FAPDF, pesquisadores da UnB criam exposição virtual sobre funeral dos indígenas do Centro-Oeste

 

Foto: Kim-Ir-Sen Pires Leal

 

Com recursos da Fundação de Apoio à Pesquisa e Inovação do Distrito Federal (FAPDF), pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) desenvolveram um projeto de divulgação científica para o Museu Virtual de Ciência e Tecnologia da instituição sobre a cultura indígena dos Bororo. A pesquisa Bororo Vive deu origem à exposição virtual “Funeral Bororo”, que tem abordagem antropológica e o intuito de dar mais visibilidade à cultura indígena.

 

O Brasil tem cerca de 230 povos indígenas que falam180 línguas. Cada etnia tem sua identidade, rituais, modo de vestir e de se organizar e todas enfrentam graves problemas para continuar existindo.

 

O termo Bororo significa, na língua nativa Boe Wadáru, pátio da aldeia, o que remete à tradicional disposição circular das casas de suas aldeias, formando um pátio central que é o espaço ritual desse povo, caracterizado por uma complexa organização social e pela riqueza de sua vida cerimonial sem igual. Os índios dessa etnia habitavam toda a Região Centro-Oeste do Brasil, mas atualmente estão confinados em reservas, especialmente no estado do Mato Grosso.

 

“Para realização da exposição virtual, foi realizado um trabalho de engenharia de um dispositivo digital, sob a forma de um portal, onde é feita uma contextualização geral do povo Bororo: sua história, a evolução de sua ocupação do território do Centro-Oeste e, eventualmente, disponibilização de imagens fotográficas e vídeo gráficas dos Bororo na atualidade”, explica o pesquisador Lúcio Teles, coordenador do projeto.

 

O estudo foi realizado em duas dimensões diferentes: desenvolvimento dos aspectos geográficos, culturais, pesquisas antropológicas; fotografias dos cerimoniais, rituais e cotidiano da tribo.

 

A exposição virtual apresenta conteúdos fotográficos, textos explicativos sobre a antropologia das fotografias digitalizadas, além de contextualização pedagógica, levantamentos históricos sobre os Bororo, concepção de projeto gráfico e execução de atividades de programação lógica.

 

A pesquisa relata que os índios Bororo são dotados de uma rica vida cerimonial, tendo os rituais uma forte presença na construção de sua identidade e cultura. Os ritos de passagem, eventos em que os indivíduos passam de uma categoria social a outra, têm especial lugar de destaque entre as cerimônias Bororo. Entre os principais estão a nominação, a iniciação e o funeral.

 

Além de todas as etapas do ritual funerário, a exposição também apresenta registros da vida cotidiana da tribo | Foto: Kim-Ir-Sen Pires Leal

A ideia de produzir uma exposição virtual é divulgar e compartilhar a cultura indígena brasileira com o público, especialmente com professores e estudantes, aumento o potencial de divulgação científica aliada à tecnologia e à internet. Além do enfoque na área da fotografia, a mostra online também desperta interesse em outras áreas, como sociologia, história, geografia.

 

O coordenador do projeto explica que a exposição integra o acervo do Museu Virtual de Ciência e Tecnologia da UnB, plataforma que conta com outras cinco mostras virtuais ativas e cinco exposições previstas, entre elas uma sobre o Cerrado e outra sobre os 50 anos de Brasília. “O Museu virtual vem levando adiante sua missão de promover a ciência e a tecnologia junto ao grande público, nas mais diversas áreas do conhecimento. Essas exposições virtuais abordam temas dos campos da Geografia, Biologia, Educação Científica, Educação Patrimonial, Astronomia, História, dentre outros”, destaca Lúcio Teles.

 

A pesquisa “Bororo Vive – Projeto de Divulgação Científica para o Museu Virtual de Ciência e Tecnologia da Universidade de Brasília” foi fomentada pela FAPDF no Edital Nº 12/2016 – Programa de Difusão Científica- Seleção Pública de Propostas de Ações de Popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação no DF.

 

Texto: Mikaella Paiva

Edição: Thainá Salviato

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