Governo do Distrito Federal
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12/08/20 às 16h10 - Atualizado em 12/08/20 às 18h11

Redução de danos

A pesquisadora da Embrapa Hortaliças Milza Moreira Lana acaba de lançar o livro “Reflexões sobre perdas pós-colheita na cadeia produtiva de hortaliças”. A publicação, escrita em parceria com o extensionista da Empresa de Pesquisa e Assistência Técnica do Distrito Federal (Emater-DF) Carlos Banci, resulta de um projeto de pesquisa em desenvolvimento com fomento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), instituição vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI-DF). 

 

De acordo com a autora, a redução das perdas pós-colheitas é importante para a garantia da segurança alimentar, da sustentabilidade econômica da atividade agrícola e da inserção do produtor rural no mercado. Ela destaca a importância da integração entre todos esses fatores que são abordados no livro. “Quando se planeja um programa de redução de perdas pós-colheita, a capacitação do produtor rural em boas práticas agrícolas e de manipulação é uma ação fundamental, porém ineficaz, se adotada isoladamente. Ela deve estar integrada à gestão do estabelecimento agropecuário, à comercialização, à forma de organização dos produtores e ao atendimento à legislação”, explica a Pesquisadora de Pós-Colheita.

 

Milza Moreira Lana é PhD em Fisiologia Pós-Colheita e coordenador do projeto “Quantificação e proposta de ação para a redução de perdas de hortaliças do campo à mesa no Distrito Federal e entorno”, apoiado no Edital 03/2018, que deu origem ao livro. O projeto, que ainda está em andamento, prevê ações de pesquisa e desenvolvimento nos segmentos de produção, varejo e consumo e acontece em parceria com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Distrito Federal (Seagri-DF), a Emater-DF e a Vigilância Sanitária.

 

“Essa combinação de várias áreas do conhecimento é necessária porque as perdas são resultado da ação concomitante de vários fatores de natureza tecnológica, econômica, comportamental e legislativa, em níveis diferentes de complexidade e em etapas diferentes da cadeia produtiva”, ressalta Milza.

 

O estudo avalia as perdas na colheita e no beneficiamento de cenoura. Já no varejo, são avaliados o volume e as causas de perdas de hortaliças folhosas e, em seguida, acontece o mapeamento dos processos de trabalho do campo até a loja para identificar pontos críticos para a ocorrência dos dano. As ações dirigidas ao consumidor final são constituídas de campanhas promocionais e materiais informativos com a campanha “Hortaliça não é Só Salada”. 

 

“As reflexões propostas neste livro são de interesse de todos os agentes da cadeia produtiva, mas foram elaboradas com foco na atuação dos agentes de assistência técnica e extensão rural. Esses profissionais desempenham um valioso papel no desenvolvimento do setor agropecuário, atuando em vários eixos que conectam o produtor rural com os demais agentes da cadeia até o consumidor final de seus produtos”, conclui a autora. 

 

Foto: Milza M. Lana

 

Parceria antiga – A pesquisadora Milza Moreira Lana conta com o apoio da SECTI/FAPDF há muitos anos. Ela destaca a importância do investimento para a sua trajetória profissional: “é uma feliz coincidência que  o livro seja publicado como o seu apoio, 20 anos depois da FAPDF ter financiado meu  primeiro projeto de pesquisa na área de perdas pós-colheita de hortaliças, entre 1998 – 2000 intitulado Quantificação, caracterização e proposta de um plano de redução das perdas pós-colheita de hortaliças no Distrito Federal. Um dos artigos resultantes desse projeto foi premiado  no 39° Congresso Brasileiro de Olericultura, promovido pela Associação Brasileira de Horticultura. Esse projeto também resultou na publicação dos primeiros textos do Hortaliças: como comprar, conservar e consumir hortaliças, como encartes no jornal Correio Braziliense por 31 semanas, projeto esse que evolui para o atual Hortaliça não é só Salada”.

 

Para ela, além da evidente importância das ações de fomento em CT&I para evolução científica do Distrito Federal, os editais e chamadas promovidos pela Fundação também representam uma forma mais flexível e adequada à necessidades de pesquisa. “Um das principais vantagens do financiamento pela FAP é a maior flexibilidade no uso dos recursos financeiros. Os recursos são disponibilizados para o tempo de duração do projeto e não por ano fiscal. Com isso, se por qualquer razão há um atraso no cronograma do projeto (frustração de safra, necessidade de estudos adicionais em função dos resultados preliminares, rejeição da hipótese da pesquisa e necessidade de redirecionamento das atividades e outros) o recurso pode ser usado no ano seguinte. Dentro de limites definidos no edital, o pesquisador também tem liberdade para comprar os insumos e serviços  necessários para o projeto diretamente, mas sem comprometer a lisura na aplicação do recurso público, que é garantida na minuciosa prestação de contas exigida pela FAP-DF”.

 

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