Governo do Distrito Federal
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14/06/19 às 18h01 - Atualizado em 14/06/19 às 18h01

Parceria internacional pela inovação

Na manhã desta sexta-feira (14/6), aconteceu a segunda edição do Conecta Mundi, evento realizado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF (Secti) e pela FAPDF para reunir players internacionais da área de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) para apresentação de boas práticas, compartilhamento de conhecimentos e geração de possíveis parceiras. Esta edição – promovida em parceria com a Secretaria de Relações Internacionais do DF, Embaixada da Suíça no Brasil e Swissnex Brazil – apresentou painéis que repercutiram o tema geral “Suíça e Brasil: parcerias para cooperação e inovação”.

 

O secretário de Relações Internacionais do DF, Pedro Luiz Rodrigues, destacou a importância do evento para implementação dos objetivos de internacionalização do Governo do Distrito Federal (GDF). “Esse momento é importante porque ele reflete não só o laço entre Brasil e Suíça, mas representa também uma mudança da visão de desenvolvimento do GDF. O governador, reiteradamente, tem proposto a internacionalização das atividades e da economia do nosso território e essa inciativa é um passo importante, talvez o primeiro envolvendo a FAPDF e as nossas secretarias, para realizar essa tarefa”.

 

Gilvan Máximo, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF, afirmou que ações como o Conecta Mundi são passos importantes para transformar Brasília na capital da inovação. “Muito nos orgulha ver eventos como esse, que são oportunidades para estreitar as relações com outras culturas e incrementar o nosso segmento de tecnologia. Quando nós assumimos a Secti, o governador Ibaneis Rocha nos deu a missão de transformar no melhor lugar para inovar no Brasil e de melhorar a relação do cidadão com o governo. Logo percebemos que teríamos grandes desafios pela frente, entre eles unir o esse ecossistema e conectá-lo às melhores iniciativas no Brasil e no mundo. Esse importante evento marca mais uma etapa dessa construção de um ecossistema propício a projetar Brasília como capital da inovação e ela será com certeza a primeira cidade inteligente do Brasil e da América Latina. Nossa equipe está toda empenhada nisso, nós vamos exportar tecnologia para o Brasil e para o mundo e dar muito orgulho aos brasilienses”.

 

O presidente da FAPDF, Alexandre Santos, ratificou a ideia de que o Conecta Mundi nasceu para criar oportunidades de efetivação de parceriais internacionais: “a ideia do Conecta Mundi é colocar na agenda e na mesa propostas concretas que consigam sinalizar de maneira objetiva como podemos avançar em parcerias dessa natureza. É criar essa oportunidade para o governo avançar num horizonte concreto. Levamos daqui como lição de casa como operacionalizar parcerias internacionais para o desenvolvimento econômico e social do DF e do Brasil a partir da ciência, tecnologia e inovação”.

 

Cooperação bilateral – o Embaixador da Suíça no Brasil, Andrea Semadeni, apresentou o cenário atual da Suíça no desenvolvimento em ciência, tecnologia, inovação e pesquisa e destacou instrumentos de atuação no Brasil e possibilidades de novas ações em parceria. “A Suíça não é um país abundante em riquezas naturais e, por isso, já faz décadas que as nossas autoridades descobriram que a saída é investir nas pessoas, em conhecimento porque é assim que conseguimos gerar riquezas quando não temos na natureza. Por isso, investimos 3,4% do PIB  na área de pesquisa e desenvolvimento, o que nos coloca em uma posição alta no ranking mundial, somos o terceiro lugar em investimento nessa área depois da Coreia do Sul e de Israel”, destacou.

 

Semadeni lembrou que Brasil e Suíça já atuam em cooperação desde 1968 e indicou algumas formas atuais de fomento e incentivo à pesquisa e inovação: “Aqui no Brasil temos vários instrumentos e instituições que permitem essa parceria: o primeiro está na embaixada aqui em Brasília que cuida das seleções institucionais, como por exemplo com Embrapii, Capes e CNPq; temos também  o programa de bolsas de estudo de excelência em que podemos atribuir 15 bolsas por ano; já a Swissnex Brazil é uma rede de representações do Ministério da Economia da Suíça especialmente dedicada a ajudar startups, além da cooperação acadêmica institucionalizada. Há também outros caminhos de cooperação, como por exemplo nossa fundação internacional de ajuda para a ciência e uma nova parceria que começamos a trabalhar recentemente em São Paulo entre Innosuisse (agência de inovação da Suíça) e Embrapii para discutir incentivos às empresas brasileiras e suíças que desejam inovar no Brasil”.

 

Bolsas de Excelência – A primeira secretária da Embaixada da Suíça no Brasil, Isabelle Gómez Trudson, falou um pouco mais sobre o Programa de Bolsas de Excelência da Confederação Suíça. O programa ocorre anualmente desde 1961 para promover o intercâmbio internacional e a cooperação em pesquisa entre a Suíça e mais de 180 outros países e é destinado a jovens pesquisadores do exterior que tenham concluído um mestrado ou doutorado e artistas estrangeiros com grau de bacharelado. Todas as universidades da Suíça participam, o que proporciona a possibilidade de estudar em alemão, francês e italiano.

 

Todos os anos a Suíça oferece 15 bolsas de excelência para pesquisadores brasileiros exclusivamente para doutorado, pós-doutorado e pesquisa. Para o ano acadêmico 2019/2020, foram 13 selecionados.

 

A chamada para o ano acadêmico 2020-2021 abrirá em agosto e mais informações podem ser encontradas aqui. Todos os interessados devem solicitar diretamente na Embaixada da Suíça no Brasil os documentos de candidatura, a partir de agosto, por meio do e-mail: bra.bolsas@eda.admin.ch

 

Informações sobre universidades suíças estão disponíveis em www.swissuniversities.ch.

 

Experiência de sucesso – A professora do curso de Museologia da Universidade de Brasília Luciana Magalhães foi bolsista do Programa de Bolsas de Excelência que possibilitou a realização do mestrado em Museologia na Universidade de Neuchâtel.

 

Ela contou como como foi sua experiência e de que forma o programa abriu novas oportunidades profissionais. “Foi muito importante a bolsa para estudar na Suíça. Me graduei em antropologia na UnB, em 2003, e algum tempo depois surgiu a oportunidade de lecionar Francês. Com a experiência de ensino descobri um forte interesse em conectar pessoas e diferentes mundos, passando a me interessar pela divulgação de conhecimento. Acreditava que a experiência em um país estrangeiro seria uma forma de ampliar conhecimentos e descobrir novas perspectivas sobre temas que me interessavam. A experiência todas, desde a preparação da documentação, me ensinou muito, aprendi a adaptar minha linguagem para cada interlocutor, mantive contato com embaixada e consulado, todas etapas que contribuíram para o meu amadurecimento. Pude contar com apoio educativo da embaixada e da universidade e pude conhecer pessoas e desenvolver relações que contribuíram para o meu crescimento”.

 

Parcerias para inovação – A diretora-executiva da Swissnex Brazil, Maria Conti, falou sobre as possibilidades de parcerias para inovação que a instituição oferece. Trata-se de uma iniciativa público-privada da Secretaria de Estado de Educação, Pesquisa e Inovação (SERI), em colaboração com o Departamento Federal de Relações Exteriores.

 

A entidade conecta cientistas, pesquisadores, empreendedores e formadores de opinião com colegas inspiradores e novas ideias em outros países; facilita programas acadêmicos, estratégias globais de inovação e trocas de conhecimento; cria e apresenta e projetos transdisciplinares de forma criativa; compartilha conquistas inovadoras e tendências emergentes de ambos países e dá suporte aos esforços de internacionalização de instituições acadêmicas e de empresas suíças (com foco em startups de base tecnológica).

 

Pra isso, a Swissnex conta com instrumentos nacionais como a Innosuisse, os Centros Nacionais de Competência em Pesquisa, o apoio aos Parques de Inovação (ex.: linhas de crédito, locação de áreas federais) e a participação em programas internacionais de P&D (ex.: ESA).

 

Experiência com a Swissnex – O professor adjunto da UnB, João Paulo Longo, apresentou sua experiência como alumni do “Academic Industry Training (AIT) Program SwissNex – Brazil”. Possui mestrado em Patologia Molecular e doutorado em Biologia Animal pela Universidade de Brasília. Os principais projetos de pesquisa em que atua estão relacionados a investigação dos efeitos de nanomateriais sobre sistemas biológicos em diferentes níveis de complexidade. Paulo é sócio fundador da Startup Nanoceuticals.

 

“O desenho do programa é muito interessante para quem tem formação acadêmica e oportuniza tirar as ideias científica do laboratório e transformer em startups, por exemplo. Eu participei da edição 2018/2019, encerrando em abril desse ano. Foi muito interessante participar e uma coisa que eu percebi é que a Swissnex busca muito promover conexões entre pessoas, que é o princípio fundamental da sua atuação”, conta João Paulo Longo.

 

Proposta – Ao final das apresentações, o diretor de Assuntos de Desenvolvimento Tecnológico da Fibra e membro titular do Conselho Superior da FAPDF, Graciomário de Queiroz, apresentou uma proposta de cooperação voltada para aceleração de startups do DF: “A Fibra gostaria de propor a assinatura de um protocolo de intenções a ser firmado entre a Innousuisse, Escola Politécnica Suíça, FAPDF e Fibra, com coordenação da Swissnex, para identificar, estruturar, acompanhar o desenvolvimento e acelerar 100 startups do DF num prazo de até dois anos levando em conta o espírito empreendedor de cada participante. Os temas a serem abordados seriam levantados de comum acordo entre os signatários do protocolo, observando também as demandas e necessidades do DF e região metropolitana. Temos certeza que os resultados dessa ação serão bastante benéficos pro desenvolvimento econômico e social do DF e, também, para os governos do Brasil e da Suíça, ao permitir um compartilhamento maior dos nossos conhecimentos em benefício da humanidade”.

 

O Embaixador da Suíça no Brasil, Andrea Semadeni, elogiou a proposta e afirmou que ela será avaliada quanto à sua modelagem.

 

Presenças – Além do Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF, Gilvan Máximo; do Embaixador da Suíça no Brasil, Andrea Semadeni; do secretário de Relações Internacionais do DF, Pedro Luiz Rodrigues, e do presidente da FAPDF, Alexandre Santos, a segunda edição do Conecta Mundi contou, também, com a participação da vice-presidente da FAPDF, Elizabete Lopes; do secretário de Juventude, Léo Bijus; do secretário adjunto de Juventude, Fabiano Cândido; da reitora da UDF e membro titular do Conselho Superior da FAPDF, Beatriz Eckert-Hoff; do diretor de Assuntos de Desenvolvimento Tecnológico da Fibra e membro titular do Conselho Superior da FAPDF, Graciomário de Queiroz; da decana de Pesquisa e Inovação da UnB, Maria Emília Walter (representando a reitora Márcia Abrão); do representante do secretário de Relações Internacionais do DF, Vitor Paulo, Claudia Maria Mendonça, e do representante da Secretaria de Justiça do DF, Welington Leite.

 

Confira a cobertura fotográfica do evento no nosso Flickr.

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