Governo do Distrito Federal
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15/12/20 às 17h29 - Atualizado em 15/12/20 às 17h29

Inovação em segurança pública

Na última quinta-feira (10/12), foi lançada a edição 2020 do Inovapol, o concurso de inovação em segurança pública que vai estimular, selecionar e premiar iniciativas tecnológicas com o objetivo de resolver desafios no combate ao crime no Distrito Federal. 

 

O evento, realizado com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), aconteceu  na sede da Direção-Geral da Polícia Civil do DF e contou com a participação presencial apenas de realizadores, apoiadores, autoridades e convidados, em atendimento aos protocolos de segurança de combate à Covid-19. 

 

A solenidade contou com  participação do diretor-geral adjunto da PCDF, Benito Augusto Galiani Tiezzi; do diretor-presidente da Major Tom (organizadora), Thomás Strauss; do diretor presidente da Fundação de Peritos Criminais Ilaraine Acácio Arce (FPCIAA), Fábio Braga; do presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do DF (Sindepo), delegado Rafael Sampaio; do diretor-presidente Marco Antônio Costa Jr., e do secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Gilvan Máximo. 

 

O diretor-presidente da FPCIAA destacou o caráter integrativo do Inovapol e o potencial de trazer soluções efetivas para o Distrito Federal. “Esse é um concurso de inovação e a possibilidade de incubar ideias na polícia. Vamos aproximar setor público, academia e setor privado para contribuir para a segurança pública. É uma ótima oportunidade a todos os envolvidos e poder concretizar ideias que muitas vezes estão perdidas em universidades, startups, além da chance de interagir com quem efetivamente demanda o problema que, no caso, somos nós da segurança pública. Vamos colocar os problemas reais que nos afligem e as boas cabeças do Brasil vão nos ajudar a solucioná-los”, afirmou Fábio Braga. 

 

O representante da empresa promotora do concurso também acredita no sucesso da iniciativa como forma de aprimorar a segurança no Brasil. “A tecnologia pode tornar o Brasil um país mais seguro. Nós queremos trazer pessoas que entendem os problemas da segurança pública, trazer a excelência da academia e criar esse ecossistema para o setor. Nós já tivemos, no nosso primeiro concurso, exemplos de ideias que foram efetivadas e temos certeza que dando continuidade a esse trabalho vamos melhorar  muito o país, para nós e para as gerações futuras terem orgulho de viver em um país seguro”, ressaltou Thomas Strauss. 

 

Para o diretor-presidente da FAPDF, o Inovapol é mais uma oportunidade para a Fundação elevar a excelência no cumprimento de sua missão institucional e contribuir para o desenvolvimento do ecossistema de inovação do DF. “É uma grande satisfação atuar com parceiros dessa ideia maravilhosa. A FAPDF se engrandece ao fomentar a realização de concursos como o Inovapol. O nosso trabalho é apoiar ações em ciência e tecnologia que promovam essa busca por soluções e resultados diretos para a nossa sociedade. A segurança pública é prioridade para qualquer comunidade civilizada e esse concurso, ao estimular iniciativas tecnológicas para soluções dos mais diversos desafios no combate ao crime, tem apoio irrestrito da Fundação. As soluções vencedoras irão com certeza contribuir para o processo de transformação da capital federal em uma cidade inteligente”. Destacou Marco Antônio Costa Júnior. 

 

Gilvan Máximo também acredita em iniciativas como o Inovapol como forma de promover a inovação e o desenvolvimento da capital federal como cidade inteligente. “O Inovapol é uma importante ferramenta de fomento e inovação. Não é à toa que a PCDF e os sindicatos dos delegados da Polícia Federal, dos Peritos Criminais e dos Policiais Rodoviários Federais apoiam e fazem acontecer esse projeto. Somos nós que precisamos definir os principais GAPs tecnológicos da segurança pública do DF e precisamos lançar os desafios de busca por soluções tecnológicas às empresas e aos jovens empreendedores da tecnologia no Brasil. São iniciativas como essa que nos permitem liderar o processo de construção de uma cidade mais inteligente, de um estado mais eficiente e atuante. A SECTI está apoiando o Inovapol com muito orgulho, pois sem essa visão de futuro a segurança pública perderia espaço para o crime”, declarou o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF. 

 

Assista à solenidade de lançamento:

 

 

 

O concurso – Com o lançamento do edital, o Inovapol está oficialmente aberto a inscrições. A iniciativa vai selecionar projetos voltados a cinco temas norteadores:

 

  • Mineração de dados (Data Mining): soluções para extração, estruturação, indexação e busca de dados;
  • Extração e análise forense de dados de sistemas embarcados em veículos;
  • Busca e estruturação de dados de fontes abertas (áreas de interesse: crimes econômico-financeiros, contra a administração pública, lavagem de dinheiro e redes sociais);
  • Dispositivos inteligentes (smart devices) para prevenção e repressão penal;
  • Tecnologias de apoio à decisão (áreas de interesse: processamento e análise de imagens, crimes patrimoniais, crimes contra a pessoa e fraudes).

 

Para saber mais, basta acessar o site: http://inovapol.com.br/.

 

Renata Vianna destacou ações da FAPDF e falou sobre a importância do fomento em ciência e tecnologia voltado para a segurança pública

FAP Day – A edição deste ano do Inovapol contou com espaço dedicado à FAPDF no dia 10/12. A superintendente de Ciência, Tecnologia e Inovação, Renata Vianna, apresentou como a missão e as metas estratégicas da Fundação e as possibilidades de fomento em CT&i no Distrito Federal. “O fomento a eventos como este é muito relevante e é preciso divulgá-los para todo o país. Essa iniciativa é uma das maiores nessa área hoje no Brasil e é uma honra para a FAPDF participar desse momento. O esforço de todas as instituições aqui envolvidas em buscar soluções tecnológicas de segurança pública é um exemplo de persistência diária para respostas efetivas a um desafio tão complexo como a segurança pública brasileira”, afirmou a gestora.

 

O FAP Day também contou com apresentação de dois cases de projetos fomentados pela FAPDF que estão a todo vapor e podem contribuir diretamente com a área da segurança pública. 

 

O primeiro projeto foi apresentado pelo perito criminal Daniel Mendes Caldas e trata sobre “Análise e Extração de dados de Smartphones de autores de crime para algoritmos de Inteligência Artificial”. A pesquisa trabalha no desenvolvimento de um sistema de identificação de práticas criminosas a partir do conteúdo de mensagens de texto e outros conteúdos monitorados em celulares de suspeitos e criminosos. 

 

“Eu gostaria inicialmente de agradecer a FAPDF, pois esse trabalho só foi possível graças ao apoio da Fundação com uma bolsa de iniciação científica. A ideia é basicamente aproveitar a grande massa de informações e dados que extraímos de equipamentos eletrônicos apreendidos e armazenados no Instituto de Criminalística e tentar criar uma ferramenta para auxiliar o trabalho diário dos peritos. O intuito é identificar conteúdos ilícitos nesses dispositivos que possam contribuir efetivamente para as investigações”, ressaltou o perito. 

 

Além desse, a FAPDF fomenta outros 22 projetos junto à Fundação de Peritos em Criminalística do DF Ilaraine Acácio Arce (FPCIAA) voltados para pesquisa e inovação em segurança pública. Eles foram aprovados no âmbito do Edital 06/2018 – FAPDF de Seleção Pública de Propostas do Programa de Iniciação Científica (PIBIC 2019-2020). 

 

O segundo case foi apresentado pelo professor do Departamento de Engenharia Elétrica da UnB, Renato Borges. Ele é coordenador do projeto Alfa Crux. Trata-se da primeira missão espacial financiada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) que propõe a construção de um sistema de comunicação com desdobramentos práticos e de pesquisa para a sociedade civil e militar, com geração de informação, aprimoramento de agricultura de precisão, segurança de dados, ampliação da conectividade, implemento da internet das coisas, entre outros avanços.  

 

“A missão do Alfa Crux foi motivada pelas necessidades de comunicação em banda estreita e pelas necessidades nacionais que são apontadas em documentos estratégicos, como o Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), que estabelece diretrizes e ações do Programa Espacial Brasileiro e o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), para atender às necessidades estratégicas das Forças Armadas e da sociedade brasileira. Esses projetos quebram grandes paradigmas, conseguem executar missões que antes eram desempenhadas por satélites de grande porte e ainda contribuem com a capacitação de profissionais, que no futuro serão os cientistas e pesquisadores responsáveis pela área espacial”, afirmou o pesquisador. 

 

Confira a íntegra do FAP Day:

 

 

Fundação de Apoio a Pesquisa do Distrito Federal - Governo do Distrito Federal

FAPDF

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