Governo do Distrito Federal
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19/07/21 às 14h28 - Atualizado em 19/07/21 às 14h27

Coqueluche no DF

Pesquisa aponta necessidade de variação na produção de vacinas para reduzir incidência da doença

 

 

Em projeto fomentado pela Fundação de Apoio à Pesquisa e Inovação do Distrito Federal  (FAPDF), pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB) identificou que a ocorrência de variações genéticas na bactéria causadora da coqueluche (Bordetella pertussis)  podem ser responsáveis pelo aumento da incidência da doença no DF.

 

A coordenadora da pesquisa “Identificação e vigilância das linhagens de Bordetella pertussis circulantes no Distrito Federal e Região”, Tatiana Amabile de Campos, identificou que as linhagens da bactéria causadora de coqueluche circulantes no DF (sequence type fim3 e ptxP) são diferentes da linhagem utilizada nas vacinas contra a doença. “Estes dados apontam para a ocorrência de seleção vacinal, indicando a necessidade de utilização de outras linhagens para imunização”, destaca a cientista.  

 

A coqueluche é uma infecção respiratória, transmissível, causada pela bactéria Bordetella pertussis e está presente em todo o mundo. Sua principal característica são crises incontroláveis de tosse seca seguida pelo guincho inspiratório, que é o som produzido pelo estreitamento da glote. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2018, 2019 e 2020 foram confirmados 1.165, 1.523 e 229 casos de coqueluche no país.

 

No Distrito Federal, de acordo com Informativo Epidemiológico da Secretaria de Saúde (SES-DF) de agosto de 2019, em 2018 foram notificados 210 casos suspeitos de coqueluche. o levantamento pode ser acessado no site da Secretaria

Para realizar a identificação e vigilância das linhagens de B. pertussis circulantes no Distrito Federal e região, entre 2007 e 2018, foi utilizada a tipagem molecular, realizada pelo, por meio da técnica de sequenciamento genético MLST/MLVA, e o delineamento epidemiológico das linhagens circulantes.

 

Durante o período do estudo, as linhagens da bactéria foram isoladas no DF e no entorno. Esse trabalho, feito com a colaboração do Laboratório Central de Saúde do Distrito Federal (LACEN/DF), indicou um total de 141 linhagens circulantes, até agosto de 2018. 

 

Deste total, a cientista identificou que 94 linhagens são do tipo fim3 e ptxP, todas as linhagens são do tipo ptxP3, enquanto a linhagem utilizada na produção de vacinas é a fim3-1/ptxP2.

 

A pesquisa foi fomentada pela FAPDF  “Chamada FAPDF/MS-DECIT/CNPQ/SESDF 01/2016 – Programa de Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada em Saúde”, cujo objetivo foi apoiar a execução de projetos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação que promovam a formação e a melhoria da qualidade da atenção à saúde no Distrito Federal, no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS). 

 

Confira a apresentação final de resultados da pesquisa aqui

 

Texto: Mikaella Paiva

Edição: Thainá Salviato

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